
Depois do grande sucesso dos contos classificados, ganhadores do terceiro concurso cultural do caderno2, ( jornal: O estado de S. Paulo) cujo tema era: 50 anos de bossa nova e o mote " não quero mais este negócio de você longe de mim", e ainda maior dos desclassificados,( confiram no link que deixei em minha lista de blogs ) de carona resolvi lançar os contos não enviados, ( risos) a começar pelo meu.
Naquela noite no céu não se via estrela
Alguma, apenas uma na terra,
O nome era Claribel, minha esposa, que brilhava em absoluto.
Quase havíamos nos separado no último verão no calor de uma discussão, embriagados,
Um literalmente e o outro por um líquido vermelho que lhe percorria as veias
Estacionando nos olhos a ira, cúmplice da
Revolta e de todos os outros membros desta gangue.
O fato é que, enfim, estávamos de volta, comemorando naquela noite o grande retorno.
Muita animação, luz, som, um bom cardápio e
Assuntos dos mais variados, noite perfeita, nem parecia que havíamos ficado meses distantes
Isolados um do outro, até que o acaso cruzou nosso caminho e o destino se fez reatar.
Seus olhos pairavam sobre os meus, questionadores, curiosos esperando o momento
Exato para penetrar em minha mente, ou
Seja, distraia meu coração com palavras,
Ternas preparando-me para o bote.
Então, como já denuciava seus olhos, desliza de sua boca palavras que estavam presas:
- Não pretendo estragar o momento, mas preciso perguntar; Porque chegou bêbado naquele dia?
Eu na verdade estava ansioso por esta pergunta, observei-a por instantes e enfim..
- Grandioso estava sendo aquele dia para mim, estava feliz e resolvi comemorar
O que seria o início de uma nova vida, pois eu havia conquistado o emprego sonhado...
- Como é ? Porquê não me disse ?
- Impossível, se esqueceu que eu estava bêbado? E você porque não perguntou no ato?
- Ódio, eu estava sob dominio, não aguentava mais vê-lo sair todos os dias e voltar
De mãos abanando, reclamando do trânsito, do calor... solicitando minha atenção e eu como
Escrava, realizava seus desejos, não tinha tempo para nada, nem mesmo para pagar as
Vastas contas que acumulavam, pois nem pra isto você prestava, sempre
Ornamentando as desculpas para fugir das grandes filas! Derrepente, resolve chegar bêbado, a
Casa caiu, fiquei sob os escombros de seu desdém
Eu não pude me controlar,
Logo, perdi-me numa confusão de sentimento não conseguindo reter a fúria, estava sobria, mas
O equilibrio ficou desequilibrado, tu sabes o quanto odeio o alcool!
Não deu para ignorar, não há mulher que suporte; mas, porque só me diz isto agora?
- Gosto de você meu bem, eu te amo, mas
Eu tenho meu orgulho, você havia me dito coisas horríveis naquela noite, vivia reclamando
De tudo, esperou o balde encher e o jogou de uma vez em minha cabeça...
- Eu não entendo, estava bêbado para se explicar, mas, tinha memória para armazenar tanto?
- Meu amor!Sussurei em seu ouvido " não quero mais este negócio de você longe de mim", chega!
Imediatamente, embriagado somente pelo fogo do amor, beijei-a , depois solicitei ao garçom
Mais uma garrafa de vinho; chegamos em casa bêbados. Pacto de paz, e verdades ocultas!
Em verdade, não tinha o que fazer e resolvi brincar com o tema, assim vou treinando para o próximo concurso, pois estou ciente de que é preciso! ( risos) Quanto a formatação, saiu um pouco diferente do original, pois ainda estou aprendendo a lidar com este espaço, no entanto resolvi a muito custo, postar deste jeito mesmo!